A alimentação diária, para ser saudável, precisa contar com baixo consumo dos chamados alimentos ultraprocessados

Não são poucos os que, hoje em dia – preocupados com a saúde – inserem na dieta diária alimentos que “têm cara de saudáveis”, como barras de cereal, cereais matinais, sucos prontos, pães de forma (mesmo os integrais), iogurtes (exceto os naturais), gelatina e peito de peru.
A alimentação diária, para ser saudável, precisa contar com baixo consumo dos chamados alimentos ultraprocessados

04

JUL


Pois é, mas, fique você sabendo, de saudáveis os alimentos elencados não têm nada, viu? Aliás, muito pelo contrário.

Os que citamos e tantos outros – que contam com “fama de nutritivos” – integram uma categoria alimentar pra lá de perigosa: a dos ultraprocessados.

– Hein?

Muita calma nessa hora que a gente vai te explicar direitinho...

A categoria do ultraprocessados – até bem pouco tempo atrás – sequer existia. Só passou a ser, efetivamente, considerada em 2014, com a publicação da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, e a adoção do sistema de classificação alimentar NOVA, elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP).

O perigo está no fato de que os ultraprocessados contêm mais calorias, mais sal, açúcar, gordura, além de uma série de aditivos alimentares (reguladores de acidez, estabilizantes, espessantes, antioxidantes, realçadores de sabor, aromatizantes, corantes, conservantes, emulsificantes e fermentos químicos são alguns deles) que...?

Estimulam o consumo exagerado e provocam efeitos negativos no corpo e na saúde.

Especialistas advertem que tais itens nem deveriam ser chamados de alimentos e, sim, de “produtos comestíveis ultraprocessados”, visto que não contêm nenhum nutriente, não saciam e ainda fazem com que a pessoa queira comer cada vez mais.

Enfim, pesquisas já provaram que há uma ligação íntima entre a ingestão de alimentos ultraprocessados e um alto risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. 

Isto posto, fica a dica: é preciso prestar – muita – atenção ao que comemos no dia a dia. Ainda que certos “produtos comestíveis ultraprocessados” tenham sabor irresistível é importante moderar o consumo dos mesmos. A saúde agradece. 


[Fonte: G1 // Ciência e Saúde]