Condições de trabalho precisam ser revistas, urgentemente, no Brasil. Por aqui, a cada 3 horas e 40 minutos, uma pessoa sofre acidente enquanto desempenha suas funções profissionais

O assunto que trazemos hoje vem acompanhado de números alarmantes: no Brasil, a cada 3 horas e 40 minutos, uma pessoa morre enquanto desempenha suas funções profissionais.
Condições de trabalho precisam ser revistas, urgentemente, no Brasil. Por aqui, a cada 3 horas e 40 minutos, uma pessoa sofre acidente enquanto desempenha suas funções  profissionais

14

MAI


Entre 2012 de 2018 foram registradas 17.200 mortes decorrentes de algum acidente ou doença derivados do trabalho.

E se escapar da morte, o trabalhador brasileiro está sujeito às lesões (muitas vezes incapacitantes). Estas são ainda mais frequentes, ocorrem a cada 49 segundos no país.

A Segurança no Trabalho anda bastante falha por aqui, não?

Pois é...

Os dados foram coletados pelo Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho e as lesões mais identificadas foram corte e laceração, com o registro de 734 mil casos (21%). 

Em seguida vieram fraturas, com 610 mil casos (17,5%), contusão e esmagamento, com 547 mil (15,7%), distorção e tensão, com 321 mil (9,2%) e lesão imediata, com 285 mil (8,16%).

Será que temos quais foram as partes mais atingidas no corpo humano?

Sim. O relatório apontou que as regiões do corpo humano mais atingidas pelas lesões durante acidentes de trabalho foram os dedos (833 mil incidentes), pés (273 mil), mãos (254 mil), joelho (180 mil), partes múltiplas (152 mil) e articulação do tornozelo (135 mil).

Ok, mas e as áreas de trabalho que oferecem maior risco àqueles que trabalham nelas?

O levantamento também identificou. 

O atendimento hospitalar liderou o ranking com registro de 378 mil casos. Em seguida, veio o comércio varejista, com maior número de problemas registrando – principalmente – em supermercados (142 mil), administração pública (119 mil), construção de edifícios (106 mil), transporte de cargas (100 mil) e correio (90 mil).

E na lista de ocupações mais perigosas figuraram alimentador de linha de produção (192 mil), técnico de enfermagem (174 mil), faxineiro (109 mil), servente de obras (97 mil) e motorista de caminhão (84 mil).

Parece bem claro que o Brasil precisa rever – urgente – as condições de segurança que oferece a seus trabalhadores, não?


[Fonte: Portal iG // Brasil Econômico]