Bebês prematuros ganham um cuidado a mais: sensores sem fios (que não ferem a pele) criados por engenheiros americanos

Nada mais angustiante para pais de bebês prematuros do que, além de verem seus filhos – diminutos – dentro daquela “caixinha”, ainda terem de testemunhar as crias presas a um monte de fios e cabos que têm por função monitorar os sinais vitais das crianças.
Bebês prematuros ganham um cuidado a mais: sensores sem fios (que não ferem a pele) criados por engenheiros americanos

26

MAR


Uma equipe de engenheiros e médicos de Chicago (EUA) acaba de conseguir minorar este tormento.

Eles trabalharam duro e criaram novos sensores de silicone – finos como papel, flexíveis e, principalmente, sem fios – que permitem aos pais que peguem seus filhos nos braços sem dificuldades.

Sério?

Seríssimo!

Em lugar dos tradicionais cinco eletrodos que são grudados na pele dos bebês (para monitorar as batidas do coração, respiração, a oxigenação do sangue e temperatura), a equipe desenhou, criou e testou dois sensores de cinco e dois centímetros de comprimento, para o peito e para o pé.

A novidade – que não tem bateria e pode ser grudada nas crianças com um gel adesivo mais leve, feito à base de água – funciona transmitindo dados a um receptor (que fica embaixo da incubadora) por meio de uma antena bem pequena.

Mas o que motivou os pesquisadores a trabalharem neste projeto?

John Rogers, diretor do Centro de Eletrônica Biointegrada da Universidade Northwestern (EUA), conta que os sensores utilizados, hoje, nas incubadoras não mudaram desde os anos 1960.

Por isso, em 2016, ele e sua equipe – especializados em integração de componentes eletrônicos no corpo humano – decidiram começar a trabalhar com pediatras do serviço de Neonatologia do Hospital Infantil Lurie, em Chicago.

O estímulo para a vontade de ajudar não poderia ser mais sublime: "Os bebês prematuros são frágeis, requerem uma vigilância permanente, e sua pele está subdesenvolvida, é muito sensível e se danifica facilmente", disse Rogers.

A equipe – que já realizou, com sucesso, diversos testes no próprio hospital – agora pretende distribuir os dispositivos que inventou em um programa piloto na Zâmbia (em abril) e, na sequência, na Índia e no Paquistão (por meio da Fundação Gates e da ONG Save the Children).

Os bebês “apressadinhos” do mundo todo agradecem por este carinho!


[Fonte: Yahoo! // Notícias]