Já temos um aplicativo de celular que consegue detectar anemia por meio de análise de fotos de unhas, sabia?

E se alguém chegasse para você dizendo que a última novidade da tecnologia é um aplicativo de celular que – analisando fotos de unhas – consegue detectar anemia, você acreditaria?
Já temos um aplicativo de celular que consegue detectar anemia por meio de análise de fotos de unhas, sabia?

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DEZ


Não?

Pois então pode começar a botar fé na ideia. 

Em estudo publicado, recentemente, na revista científica Nature Communications, cientistas da Escola de Medicina da Universidade Emory, de Atlanta (EUA), apresentaram os resultados de um aplicativo de celular desenvolvido por eles, que – sim! – promete o fim das agulhas no diagnóstico da anemia.

Bom, mas, primeiro, falemos sobre a doença.

A anemia é o distúrbio de sangue mais comum do mundo - calcula-se que de 25% a 33% da população mundial tenham o problema, que consiste no baixo nível de glóbulos vermelhos no sangue.

Para identificá-la é preciso fazer um hemograma, o que envolve uma operação laboratorial e, por consequência, custos operacionais e de material.

O aplicativo apresentado ao mundo acaba com tal necessidade.

Interessante, não?

Para você saber, trata-se de um software que, por meio de uma fotografia das unhas, consegue identificar se o usuário está com níveis adequados de hemoglobina no sangue.

Mas e a precisão dos resultados?

São bem animadores!

Se tudo der certo – estimam os desenvolvedores – o app deve estar disponível para download público até o fim do primeiro semestre de 2019.

Tá, mas ainda ficou a dúvida: como é que a “coisa toda acontece”?

Já vamos te explicar!

Para o desenvolvimento do aplicativo, os pesquisadores usaram fotos de unhas de 337 pessoas, algumas saudáveis e outras com diagnósticos de anemia.

A partir dessas imagens, um algoritmo identificou o padrão saudável de coloração dos que representam deficiência nos glóbulos vermelhos. 

Mas por que as unhas?

É que nesta parte do corpo não há melanina, o pigmento natural que varia de pessoa para pessoa. A partir disso, as fotografias conseguem captar uma tonalidade padrão.

A precisão, portanto, é bem confiável. Porque independe do tom de pele do usuário.

Bacana, não?


[Fonte: https://vivabem.uol.com.br]